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Economista pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Possui cursos de extensão pela Fundação Getúlio Vargas em Fundamentos de Estatística Descritiva e Probabilidade, Gestão de Preços, Consultoria em Investimentos Financeiros, Balanced Scorecard, Finanças Empresariais, Introdução ao Mercado de Ações a Vista, Administração Financeira / Decisões sobre Investimentos e Financiamentos, Direito Bancário, Gestão de Crédito e Risco, Direito do Seguro e Resseguro, Gestão Estratégica em Negócios Bancários, Teoria Econômica do Setor Público, Contabilidade Financeira, Projetos de Investimento Social e Série Estratégica em Finanças. Possui Certificação pela Associação Nacional dos Bancos de Investimentos CPA 10 e CPA 20. É Agente Autônomo de Investimentos credenciado pela Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM), certificado pela Associação Nacional das Corretoras e distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (Ancord). E-MAIL: daguiarsilva@uol.com.br

terça-feira, 5 de outubro de 2010

'Bolha' de preço pode reduzir ganho na compra de imóvel para alugar


05/10/2010 07h17 - Atualizado em 05/10/2010 07h27, DO G1


Em alguns casos, investimento pode ser menos atraente que poupança.

Aumento nos preços deve acontecer em ritmo mais fraco, diz setor.



Quem pensa em comprar um imóvel para ganhar dinheiro com a locação ou venda do bem precisa redobrar o cuidado na hora de escolher o que comprar. Em algumas regiões mais cobiçadas para moradia em São Paulo, o preço subiu demais e há a possibilidade de formação de “bolhas” em bairros ou empreendimentos isolados, de acordo com especialistas ouvidos pelo G1.

Com isso, a rentabilidade do aluguel em alguns casos pode ser menos atraente que a de opções mais simples de aplicação, como renda fixa ou CDBs.

"Podem acontecer casos em que por algum motivo alguém lança um imóvel em um preço muito alto, tem uma euforia de compra e pode acontecer de o comprador não conseguir alugar adequadamente. Mas vai ser pontual de cada produto, específico", diz Luiz Fernando Gambi, diretor da vice-presidência de Locação do Secovi - SP.

Não há, apesar disso, risco de catástrofe econômica como a que ocorreu no "estouro" da bolha imobiliária nos Estados Unidos em 2008, que deixou sequelas até hoje em diversas economias do mundo. Lá, a valorização dos imóveis foi motivada, entre outras coisas, pela demanda artificial criada quando as instituições financeiras passaram a oferecer crédito a quem não tinha condições de pagar.


Aqui, por outro lado, o crescimento da demanda é real, formado por um volume crescente de pessoas que, impulsionadas pelo acesso ao crédito e aumento da renda, querem realizar o sonho do teto próprio. A escassez de terrenos e de mão-de-obra no setor de construção civil também são elementos que empurram os preços para cima.
David Lynn, especialista em mercado imobiliário e diretor do ING Clarion em Nova York, braço de aplicações em imóveis do grupo holandês ING, que administra US$ 43 bilhões, diz que uma bolha de preços pode acontecer no Brasil, mas não seria devastadora como a norte-americana.
"Se os preços de residências subirem a um nível fora do alcance do comprador médio e o volume de transações ultrapassar muito as médias históricas, então haverá um problema. Isso ainda não aconteceu no Brasil, mas aconteceu na China. Poderia potencialmente acontecer no mercado de imóveis para classe média e alta do Brasil", afirmou por telefone o executivo, que é autor do livro 'Emerging Market Real Estate Investment' ('Investimento em imóveis nos mercados emergentes', em português).
Bolhas, diz ele, são comuns em ambientes de crescimento e confiança do mercado e não são necessariamente trágicas. "Não significa que a economia ou a indústria vá quebrar. Poderia ser mais um ajuste necessário nos preços. Os valores não deveriam crescer o tempo todo, não é assim que a economia funciona", afirmou. Para ele, no entanto, o pequeno investidor que pensa em comprar imóvel para investir pode ter um ganho menor que o esperado.

"Mercado imobiliário não é um produto para se pensar em curto prazo. Essa história de comprar hoje para comprar amanha é pra outro tipo de ativo. Sempre recomendamos que o imóvel seja um investimento para quem for investir de médio a longo prazo", diz o vice-presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) e presidente da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias (Fiabci-Brasil), Ricardo Yazbek. Ele garante que o importante é buscar qualidade e estudar elementos importantes antes de decidir pela compra, como localização.


No longo prazo, a perspectiva para o setor de imóveis é de valorização. A Caixa Econômica Federal, que lidera o financiamento imobiliário no Brasil, prevê que o crédito para habitaçãocresça dos atuais 4% para 10% do Produto Interno Bruto nos próximos anos.



Aluguel ou renda fixa?

De acordo com especialistas consultados pelo G1, há casos em que o preço do imóvel cresceu muito mais fortemente do que o valor a ser cobrado pelo aluguel; na prática, o risco é que o investidor pague um preço alto na compra e receba em retorno uma renda mensal desproporcionalmente mais baixa na locação.


Dados do Secovi apontam que, atualmente, a rentabilidade média de quem investe em locação em São Paulo é de 0,7% do valor do imóvel. Por exemplo: se um apartamento custou R$ 150 mil, o proprietário receberia por mês R$ 1.050 pelo aluguel.
Cálculos realizados com base em dados do Secovi - SP pelo professor de finanças da a Faculdade Instituto de Administração (FIA) e do Insper, Ricardo Humberto Rocha, indicam que a rentabilidade média de aluguéis de imóveis de 2 dormitórios em São Paulo pode desapontar quem quer investir em locação. Para unidades de preço entre R$ 400 mil e R$ 600 mil, a rentabilidade do aluguel estimada fica entre 0,3% a 0,5% do valor.
"A pessoa que vai comprar imóvel para aluguel tem que avaliar muito bem qual o retorno que ela vai ter, porque para receber 0,3% ela pode ficar na poupança", afirma o especialista. Em setembro, tanto a aplicação em CDI  quanto em CDB tiveram  rendimento de 0,84%. Já a caderneta de poupança avançou 0,57% no mês.
"Isso de fato esta começando a existir [o descolamento entre os preços dos aluguéis e do metro quadrado dos imóveis], mas é isolado. Você tem em alguns locais uma procura muito grande e isso gera um descolamento sobre o que seria o valor do aluguel que pudesse compensar [a compra do imóvel]. Mas são pontuais", diz Luiz Fernando Gambi, diretor da vice-presidência de Locação do Secovi - SP.
O representante comercial Márcio Pinto da Silva, 46 anos, compra imóveis para investir desde 2004 e sente a queda na rentabilidade. De lá para cá, foram quatro unidades compradas. "Os imóveis subindo muito e a média de locação não acompanhou a subida. Antigamente você conseguia 1%, há uns cinco seis anos. Isso mudou muito nos últimos três anos para cá", conta ele.
Silva diz que ainda se interessa pelo mercado, mas agora só compra quando encontra algum produto abaixo do preço. "Agora 'caço' oportunidades, como uma pessoa que precisa vender imediatamente", diz.
Ritmo mais fraco

Para representantes do setor, o aumento do preço de imóveis deve continuar em ritmo mais fraco daqui para a frente. “Tivemos um bom período de valorização [de imóveis] que eu creio que vá continuar talvez em velocidade menor, sem dúvida. Isto vai num crescendo, porém a curva fica menor no curto prazo. Creio que agora (o ritmo) já está menor do que vinha vindo há dois anos”, analisa o vice-presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) e presidente da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias (Fiabci-Brasil), Ricardo Yazbek.
O diretor da incorporadora Requadra Desenvolvimento Imobiliário, Mário França, concorda. Ele diz que o mesmo empreendimento no bairro da Bela Vista, na capital paulista, cujo metro quadrado valia R$ 4.500 em novembro, já é revendido a R$ 6.300.


Para o executivo, haverá desaceleração na alta dos preços.


"Eu acho que estamos chegando em um limite", afirma.


Na opinião do empresário Elbio Fernández Mera, fundado e proprietário da Fernandez Mera Negócios Imobiliários, que deve vender R$ 2,5 bilhões em imóveis em 2010 e cobre os mercados do estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília, quem quer investir no mercado deve comprar bairros com potencial de crescimento e fugir dos consolidados.
"Todo mundo quer morar 'perto da sogra', em bairros já valorizados. Hoje em Osasco quaquer coisa que lançamos vende rapidamente porque Osasco está colada em SP e há uma diferença de preço. Enquanto na Lapa o metro quadrado custa R$ 5 mil, em Osasco vale R$ 3.500", exemplificado.
(Com informações do Valor Online)
DISPONÍVEL EM: 


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Diversão deve ficar mais cara até o fim do ano

Por: Gladys Ferraz Magalhães
01/10/10 - 16h07
InfoMoney


SÃO PAULO - Até o fim deste ano, o brasileiro deve pagar mais caro para se divertir. Ao menos, esta é a análise do economista da FGV (Fundação Getulio Vargas), André Braz.
Segundo ele, a tendência já pode ser observada no IPC-S  (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), divulgado nesta sexta-feira (01) pela Fundação, que aponta alta de 0,30% nas despesas com Educação, Leitura e Recreação.

De acordo com o estudo, o aumento do grupo refletiu, sobretudo, o aumento no item show musical, cuja taxa variou de 0,15% para 5,68% em uma semana.


Mínimo e economia
Ainda na avaliação do economista, dentre os motivos para a alta dos preços de lazer, estão a valorização do salário mínimo, que remunera uma boa parte dos trabalhadores da área, elevando os custos deste tipo de serviço, que, por sua vez, são, consequentemente, repassados para o consumidor.


Além disso, diz ele, a melhora da economia faz com que o brasileiro gaste mais, elevando a demanda e impactando os preços.


Quedas x Altas
Em agosto, entretanto, itens como show musical e teatros acumularam quedas de 0,51% e 3,96%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em São Paulo, os recuos foram ainda maiores, de 3,41% e 9,58%, respectivamente. Já na capital fluminense, tais itens variaram 2,93% e 5,70%, nesta ordem.


Por outro lado, tanto cariocas, como paulistanos, pagaram mais caro para ir ao cinema. Em São Paulo, em agosto, o item já acumulava alta de 6,37% sobre igual período do ano passado; enquanto que no Rio, na mesma base de comparação, o aumento apurado foi de 6,25%.

Considerando o Brasil, a alta é de 5,04%.

12 mitos e verdades sobre educação financeira

29/09/2010 - 09h28
Por Álvaro Modernell


Educação financeira é um conjunto amplo de orientações e esclarecimentos sobre posturas e atitudes adequadas no planejamento e uso dos recursos financeiros pessoais.

Só que quando o assunto é finanças, são muitas as dúvidas. Afinal, ela está ligada a dinheiro, tão presente em nosso dia a dia. Veja alguns mitos e verdades relacionados ao tema.

1) Educação Financeira ajuda a evitar e combater dívidas - VERDADE

Com educação financeira as pessoas percebem o quanto as dívidas e excessos de consumo podem ser prejudiciais ao orçamento e às finanças da família. Fica mais difícil alguém preparado perder o controle das próprias finanças.

2) Educação Financeira ajuda a evitar certas armadilhas, fraudes e prejuízos - VERDADE

Com posturas adequadas, aprende-se a analisar alternativas de investimento,conhecer direitos, adquirir noções sobre o sistema financeiro, consultar sites e órgãos de apoio ao cidadão, relacionar riscos e oportunidades, conter impulsos,analisar racionalmente e adotar outras atitudes que resultam em mais preparo para avaliar situações de risco em investimentos, empréstimos e outras transações financeiras.

3) Educação financeira é apenas para quem tem dinheiro - MITO

A educação financeira lida com conceitos, posturas e atitudes adequadas na gestão das finanças, independente de valores, da situação socioeconômica e da disponibilidade financeira das pessoas.

4) Educação financeira ajuda a melhorar a produtividade nas empresas - VERDADE

É crescente o número de empresas, associações e entidades de classe que reconhecem a importância da educação financeira na estabilidade financeira e emocional das famílias. Reduzindo-se os problemas financeiros cai o índice de absenteísmo, de fraudes, de doenças. As pessoas trabalham mais tranquilas, ficam mais criativas e mais produtivas.

5) É preciso ser especialista para "fazer" Educação Financeira - MITO

Cada um pode dar a sua parcela de contribuição, mesmo que de maneira empírica. Melhor receber qualquer tipo de educação financeira do que nenhum, principalmente no ambiente familiar. O bom-senso responde as principais dúvidas. Se o público for mais amplo, vale à pena buscar apoio profissional.

6) Educação financeira é para a vida toda - VERDADE

Toda forma de educação gera resultados e consequências para a vida toda. Claro, alguns conceitos podem mudar, mas os princípios e os benefícios são duradouros.

7) A base da Educação Financeira é a Matemática - MITO

Os aspectos comportamentais são até mais relevantes. Claro que fazer contas faz parte, mas ter atitudes e posturas adequadas faz mais diferença do que saber calcular taxas e resultados.

8) Educação Financeira é coisa nova, da sociedade moderna - MITO

Algumas das mais famosas fábulas de Ésopo (Século VI a.C.), adaptadas por La Fontaine (idade média) tratam desse tema: "A cigarra e a formiga" e "A galinha dos ovos de ouro", por exemplo. A Bíblia e o Alcorão também tratam de questões financeiras, de prosperidade, riquezas, ética e solidariedade, há milhares de anos.

9) Educação Financeira é tema de cidadania - VERDADE

Todo cidadão precisa conhecer e aproveitar seus direitos, inclusive os que fazem seu dinheiro render mais e lhe proporcionar mais conforto e segurança. Deve ter acesso aos serviços bancários. Deve poder sonhar com um futuro melhor para si e seus familiares.

10) Educação Financeira é assunto apenas para especialistas - MITO

Autores infantis consagrados como Maurício de Souza, Ruth Rocha e Ziraldo já publicaram obras falando de educação financeira. Obviamente há também publicações de autores que, como eu, se dedicam especialmente ao tema.

11) Os bancos querem manter seus clientes na ignorância financeira para poder explorá-los - MITO

Aos bancos, como a qualquer prestador de serviços ou fornecedor de produtos, interessa mais as parcerias de longo prazo. Cliente bem informado demanda menos atendimento e pode consumir mais produtos, com menos problemas e reclamações. Os custos dos bancos se reduzem e as margens de ganho podem crescer ainda mais.

12) Os bancos são obrigados a oferecer educação financeira a seus clientes - VERDADE

Mesmo que não exista uma imposição legal específica os bancos são eticamente responsáveis por orientar seus clientes sobre as melhores formas de uso e consumo dos serviços e produtos bancários. Nos sites dos principais bancos, no do Banco Central e no da FEBRABAN os clientes e cidadãos podem encontrar muitas informações úteis para o seu dia a dia financeiro.

Fonte: Administradores

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Gastar menos do que se ganha: a regra de ouro das finanças pessoais

A regra mais importante para ter uma boa saúde financeira é gastar menos do que se ganha. Apesar de ser uma regra básica e simples de ser seguida, ela não é observada pela maioria das famílias brasileiras, como constatado através da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar) 2008-2009, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nesse estudo, verificou-se que 68,4% das famílias brasileiras tinham despesas mensais superiores aos rendimentos.

Quer exemplos?


* Brigas domésticas por causa de dinheiro
Hoje, comprova-se que a maioria das separações e divórcios têm raízes no gerenciamento inadequado do dinheiro;

* Necessidade de trabalhar além do expediente normal para receber hora-extra (para pagar contas), o que significa ter menos tempo para a família e atividades de lazer;

* Compras de supérfluos para gratificar desejos psicológicos em resposta a problemas de depressão e angústia.


Complete a lista, tenho certeza de que sabe do que estou falando. É simples: quando se gasta mais do que ganha, as repercussões não atingem apenas o bolso do brasileiro, atingem sua vida em diversas outras áreas. Muitas vezes, de forma arrebatadora.


Certo, mas o que fazer para solucionar esse problema? Como fazer "sobrar salário no final do mês?" Aqui estão algumas dicas úteis e práticas, que, se implementadas com disciplina, perseverança e paciência, podem te conduzir a uma vida financeira mais equilibrada e responsável. Elas funcionam muito bem comigo e minha família.


Pare de comprar a prazo.
Lembre-se de que as compras feitas em prestações comprometem seu fluxo de caixa futuro na medida em que parcela de seus futuros contracheques já estarão "consumidos" por uma ou mais dívidas. Tenha um controle de seus desejos e, se o produto que você tem em vista comprar é de fato uma necessidade, faça um bom planejamento para tentar quitá-lo à vista.


Pare de tentar impressionar os outros.
O que é mais importante: a sua felicidade ou a sua aparente felicidade? Muita gente acha mais importante esse segundo item e, pior, identifica a aparência de felicidade nos bens que mais "aparecem" aos olhos dos outros, como carros, roupas, eletrônicos etc. A partir do momento em que você se preocupar mais consigo mesmo, estará dando um grande passo rumo a uma vida também financeiramente mais feliz.


Registre suas despesas.
Parafraseando Mauro Halfeld, "tudo o que é medido é melhor controlado", conforme escrevi no artigo "Sucesso financeiro: medir para controlar melhor". Tenha um efetivo controle de seus gastos, desde os maiores - que normalmente são pagamentos de bens duráveis, como financiamentos de carros e eletrodomésticos, e aluguel/financiamento de imóvel - até os menores, como contas de lanchonetes e padarias. Você precisa ver para onde está indo o seu salário e, a partir daí, refletir se ele está sendo bem gasto.


Valorize aquilo que você já tem.
Muitas vezes, na ânsia de comprar determinado bem, motivados por apelos consumistas veiculados na mídia, nos esquecemos de valorizar aquilo que já possuímos e que nos satisfaz plenamente.


Tenha planos para o futuro.
O segredo do bem-estar financeiro não reside no futuro que determinadas metas descrevem, mas sim nas mudanças que provocam hoje, aqui e agora, como escrevi no artigo "O grande segredo de ter metas financeiras". A partir do momento em que você estabelece objetivos para o seu futuro - tais como uma viagem de férias, um plano de aposentadoria ou a compra de uma casa - você se motiva a gastar menos no presente. Consequentemente, haverá uma razão mais forte para economizar, o que contribuirá para aumentar suas chances de fazer sobrar dinheiro no final do mês.


Tenha planos para o presente.
Compras realizadas sob a influência de emoções negativas quase sempre são más compras, porque você estará tentando compensar um estado psicológico adverso - como tristeza, raiva, depressão - com um bem em nível físico, não havendo ai equivalência de valores. O correto é que, sempre que possível, as compras sejam resultado de escolhas racionais e que não compensem estados psicológicos adversos, mas sim te recompensem pelo cumprimento de objetivos previamente delimitados. Abordamos isso no artigo "Você compra para compensar ou para recompensar?", de boa repercussão entre os leitores.


Conclusão

Gastar menos do que se ganha é essencial para que suas finanças fiquem equilibradas. Sem uma vida financeira equilibrada, é quase impossível ter uma vida igualmente estável e harmoniosa nos seus aspectos não-financeiros.

Com dicas simples e fáceis de serem seguidas, como as que mencionamos acima, é possível não só fazer sobrar dinheiro no final do mês, mas também criar espaços de liberdade em sua vida, onda a escravidão da dívida seja apenas uma vaga lembrança do passado e o futuro de independência financeira aponte para novas e saborosas conquistas! Até a próxima.

DISPONÍVEL EM: http://www.controlefinanceiropessoal.com.br/controlefinanceiro/ARTIGO-CONTROLE-FINANCEIRO-PESSOAL-332-GASTAR+MENOS+DO+QUE+SE+GANHA+A+REGRA+DE+
OURO+DAS+FINANCAS+PESSOAIS.htm

A essência de investir

Gustavo Cerbasi, em Mais Dinheiro (www.maisdinheiro.com.br)

Muitas pessoas afirmam que investem seus recursos, porém não o fazem. Elas têm a ilusão de que investem porque alocam parte de suas riquezas em algo que entendem como não sendo consumo imediato. Mas nem todo dinheiro que é direcionado para algo que possa ser revendido, isto é, convertido novamente em dinheiro no futuro, é considerado investimento.
Tudo que ganha valor no tempo é um investimento, desde que você tenha condições de usufruir dos resultados obtidos com o aumento de valor. Na linguagem usada por especialistas, um investimento precisa ter liquidez, ou seja, a transformação dele em dinheiro deve ser viável quando você precisar.

Não considero a casa própria, por exemplo, um investimento. Por mais que ela tenha potencial de valorização, dificilmente você aceitará, no futuro, vender sua casa supervalorizada e mudar-se para uma moradia econômica, visando viver dos rendimentos da diferença poupada. É mais provável que você ofereça a casa como entrada em uma moradia mais cara ainda. Casa própria, portanto, é consumo. Investir vai bem além de comprar bens que valorizam.


Uma das primeiras regras que você deve aprender sobre investimentos é que investir é multiplicar, transformar 1 em 2. Investir não é somente guardar parte da renda ou aplicar na caderneta de poupança. Investir é também comprar barato e vender caro.

Alguns optam por se especializar na compra e venda de imóveis. Procuram pechinchas e as vendem, algum tempo depois, pelo real valor de mercado. Quem já procurou imóveis em uma imobiliária deparou com a pergunta: "O que o senhor (ou a senhora) procura é para morar ou para investir?" O corretor imobiliário sabe que aqueles que querem um imóvel para morar darão valor a aspectos que nem sempre se refletem no valor de mercado, como a beleza do jardim, a ventilação da casa, a vista da janela, a facilidade de uma padaria próxima. Por valorizar tais aspectos, muitas vezes estarão dispostos a pagar preços que incluem as qualidades detectadas pelo proprietário original.


Quando se está procurando um imóvel para investir, na percepção dos corretores, o objetivo é qualquer imóvel que valha menos que um "para morar" valeria - o ideal é que valha muito menos - e não seja difícil revender no futuro. Tais qualidades não são fáceis de conseguir, exigem um trabalho de garimpagem.

Em geral, dependem de um proprietário realmente interessado em se desfazer do imóvel, como acontece em casos de herança, viagem súbita para o exterior, separações conjugais e problemas financeiros. É assim que se ganha dinheiro no mercado imobiliário.

Os "que investem", com capital e tempo para esperar uma oportunidade, compram imóveis dos "desesperados para vender", e então esperam a oportunidade de encontrar um "que quer morar", que lhes pagará preço maior.

Para conseguir esse preço maior, o corretor, muitas vezes, usa todas as técnicas de vendas que ele aprendeu em incontáveis cursos e seminários de vendas. Assim, aquele que quiser investir no mercado imobiliário não dependerá apenas de sua decisão.

É preciso conhecer imóveis, conhecer as imobiliárias, preferencialmente ter alguns corretores de confiança, visitar as imobiliárias com freqüência, manter o foco em um mercado específico (ninguém consegue estar informado sobre todos os tipos de imóvel de todas as regiões de uma grande cidade) e constantemente atualizar informações e conhecimentos.

Em outras palavras, será preciso ser um profundo conhecedor do assunto se não quiser perder dinheiro em seus investimentos.


DISPONÍVEL EM: http://www.controlefinanceiropessoal.com.br/controlefinanceiro/ARTIGO-CONTROLE-FINANCEIRO-PESSOAL-80-A+ESSENCIA+DE+INVESTIR.htm

Contabilidade mental; perigo real

Por Conrado Navarro - 17/09/2010 - 09h18

O que está registrado apenas na cabeça nem sempre serve para tomar uma importante decisão. Apesar de polêmica, a afirmação retrata o que acontece com as decisões econômicas do cotidiano de muitas famílias.

Baseados na chamada contabilidade mental, consumidores endividam-se sem necessidade, pagam caro e investem mal. Tudo porque acreditam conhecer sua realidade financeira, seus limites, quando na verdade decidem com base em variáveis equivocadas e pouco discutidas.


Registrar e criar o hábito de confrontar valores facilita o entendimento da situação financeira familiar e permite que ações sejam tomadas com base em fatos. Confrontar significa ater-se à realidade e tomá-la como referência para todo e qualquer próximo passo, seja ele relacionado aos investimentos ou consumo.


O caso clássico do salário deixa claro o perigo da contabilidade mental: experimente perguntar a algum amigo ou familiar quanto ele ganha. A maioria menciona o salário bruto e tem nesse valor a referência para o padrão de vida e gastos mensais. E as deduções e descontos? O salário líquido disponível em conta corrente é outro, mas poucos reconhecem conscientemente essa diferença.


Decidi trazer o assunto à tona novamente depois ler a matéria O poder da mente, publicada no jornal Valor Econômico de 9 de setembro (para assinantes do jornal) e escrita por Antonio Perez.

O texto traz importantes depoimentos de especialistas e exemplos de estudos que comprovam a irracionalidade presente na tomada de decisões baseadas na contabilidade mental. Observe e participe do exercício a seguir:


* Situação 1: imagine que você decidiu assistir a um filme cujo valor do ingresso é R$ 15,00. Quando chega ao cinema, percebe que perdeu os R$ 15,00 que tinha separado para isso. Pergunta: você mesmo assim compra o ingresso?


* Situação 2: imagine que você decidiu assistir ao filme e comprou antecipadamente o ingresso. Quando chega ao cinema, percebe que perdeu a entrada. Pergunta: você compra um novo ingresso e assiste ao filme?


Em pesquisa, mais de 80% das pessoas responderam que comprariam o ingresso diante da Situação 1. Para a Situação 2, apenas 40% afirmaram que comprariam uma nova entrada. Se o custo para ver o filme é igual em ambos os casos (R$ 30,00), por que a diferença nas respostas? A reportagem traz a resposta:


>> No primeiro caso, o dinheiro ainda não havia sido "mentalmente contabilizado", ao passo que, no segundo, os recursos já haviam sido registrados como gasto com o cinema.


O simples fato de associar o gasto fez com que os participantes analisam com mais racionalidade o passo seguinte. A situação foi ilustrada por Carlos Pinheiro, autor do livro "Como Investir em Ações" (Ed. Ciência Moderna) e coordernador de um estudo de contabilidade mental realizado por alunos da Universidade Estadual da Bahia (Uneb).


Por que é tão difícil admitir que a contabilidade mental não funciona? Ora, simplesmente porque muitos juram que ela funciona e julgam que dão conta de suas finanças através dela. Na prática, o que se vê é descaso com o dinheiro e falta de respeito com o padrão de vida possível. Em outras palavras, gente endividada, insatisfeita e sem capacidade de investir.


Manter o orçamento sempre em dia, devidamente documentado, implica responsabilidade na hora de continuar gastando.

Experimente outro exercício: faça, de cabeça, uma conta tentando imaginar quanto gastou no mês passado com lazer, balada ou outra atividade que você tanto gosta. Agora dedique-se, nem que seja no mês seguinte, a sempre registrar esses gastos. Compare sua imaginação com a realidade. Bem-vindo ao mundo real. Hora de crescer.

DISPONÍVEL EM: http://www.controlefinanceiropessoal.com.br/controlefinanceiro/ARTIGO-CONTROLE-FINANCEIRO-PESSOAL-372-CONTABILIDADE+MENTAL+PERIGO+REAL.htm

Radar: comece o pregão sabendo as novidades do cenário corporativo

Por: Equipe InfoMoney
21/09/10 - 09h30
InfoMoney


SÃO PAULO - O cenário desta terça-feira (21) é positivo aos negócios tanto nas bolsas europeias como no mercado futuro norte-americano, com o noticiário favorável sobre a posição fiscal europeia.


A Irlanda anunciou ter sido bem sucedida na emissão de € 1,5 bilhão em bônus, reduzindo temores sobre dificuldades do país europeu para rolagem de sua dívida. Do mesmo modo, Madri também mitiga os receios fiscais ao obter êxito no mercado de crédito nesta manhã, lançando € 7 bilhões em dívida de curto prazo.
Passando a Washington, nesta sessão o Fomc (Federal Open Market Committee) se reúne para deliberar sobre os rumos da política monetária da maior economia do globo. Atualmente, a taxa básica de juro dos EUA está no menor patamar da história, entre 0% e 0,25% ao ano. Cabe lembrar que a última alteração no juro do país foi feita no dia 16 de dezembro de 2008.


Além disso, na maior economia do globo investidores poderão contar com a indicação do Housing Starts, trazendo o número de casas em fase inicial de construção no País, e o Building Permits, relatório responsável por contabilizar o número de autorizações de construção de imóveis emitidas.


AmBevPor aqui, o noticiário corporativo é morno nesta manhã, com destaque à AmBev (AMBV4), que informou que irá realizar leilão de sobras das ações de seu aumento de capital. A companhia fará a venda de 109.065 ações ordinárias e 187.782 ações preferenciais na próxima quarta-feira.
Cabe ressaltar que a oferta terá preço mínimo de R$ 173,30 por ação preferencial e de R$ 149,47 por ação ordinária, equivalente à cifra mínima de R$ 48,8 milhões.


MarcopoloTambém chama atenção o comunicado enviado ao mercado pela Marcopolo (POMO4), o qual informa que o conselho administrativo da companhia autorizou a aquisição – “a preço de mercado”- de até 4 milhões de ações preferenciais escriturais de emissão da companhia, quantia correspondente a 1,59% do total das ações preferenciais em circulação no mercado.


Eletrobras
A Eletrobras (ELET3) informou que fará uma operação para a captar US$ 4 bilhões no mercado internacional. Os recursos serão utilizados para desenvolvimento de projetos da companhia no País.
Da cifra, metade será levantada da seguinte maneira: US$ 500 milhões serão obtidos em linha de crédito com o Banco Mundial, outros US$ 500 milhões com a Corporação Andina de Fomento e US$ 1 bilhão poderá ser obtido com emissão de bônus no mercado mundial.


AgrencoPor fim, conforme comunicado anteriormente, realizou-se na última segunda-feira a assembleia geral extraordinária da Agrenco (AGEN11), onde foi votada a proposta de reformulação do conselho de administração da empresa.


Solicitada pelo acionista controlador da companhia, a Agrenco Holding BV, a reunião tinha como principal pauta tratar da demissão de três dos cinco membros do conselho de administração, e a inclusão de quatro novos membros, indicados pelo controladora.


Contudo, a votação não atingiu o quórum estatutário mínimo necessário para a aprovação da proposta - dos detentores de BDRs (Brazilian Depositary Receipt) que votaram na assembleia, através de procuração, apenas cerca de 38% apoiaram o afastamento dos conselheiros e a eleição de novos membros.




DISPONÍVEL EM: http://web.infomoney.com.br//templates/news/view.asp?codigo=1949310&path=/investimentos/